Manejo consciente da água é segredo para família conviver com o semiárido cearense

8


O Ceará vem passando nos últimos três anos por seca e segundo previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), órgão do Governo do Estado do Ceará, 2015 será mais um ano com chuvas abaixo da média histórica. Entretanto, a pouca chuva não impossibilitou o convívio do casal Luíza Peres Gomes, de 51 anos, e João da Cruz Gomes Prudêncio, 62, com o semiárido brasileiro. 


 


Contando com uma cisterna de placa do Programa Um milhão de Cisternas (P1MC), uma cisterna-calçadão e um poço profundo, o casal morador da comunidade de Bebida Nova, em Crateús, município do sertão cearense, manteve durante todo o período de estiagem um belo quintal produtivo. Um verdadeiro “oásis” que se destacava da paisagem seca nos meses que não ocorria chuva.


 


“Nossa vida melhorou muito nos últimos anos, temos a cisterna para guardar a água da chuva para beber, a cisterna feita pela Fetraece (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará no convênio com a Articulação Semiárido Brasileiro-ASA e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome-MDS) para regar os canteiros e o poço profundo para as plantas que precisam de mais água e para os animais”, destaca a agricultora familiar Luíza Peres.


 


Nas palavras da agricultora é possível observar a organização que é empregada ao manejar a água acumulada. Cada fonte tem seu direcionamento. Assim, a cisterna de produção que acumula 52 mil litros de água pode passar muitos meses servindo para regar os canteiros e plantas menores. Já do poço profundo é retirado água para os animais, as árvores frutíferas, cana-de-açúcar e cana forrageira.


 


A produção colhida tem como o principal foco o consumo na própria residência, mas o que exceder será vendido. “Faz muito tempo que não compro mais cheiro verde, pimenta e pimentão, pois tudo tiro no meu canteiro. É muito bom! Ai tem também bastante pé de fruta, mamão são 80, banana são nove, goiaba sete, ainda tem manga. É muita coisa! Como o quintal é recente (foi beneficiada com a cisterna-calçadão no dia 1º de outubro de 2013). As frutas como manga e goiaba estão começando a produzir agora”, relata Luíza Peres.


 


Entres os animais criados por Luíza Peres e João Gomes, estão aves (galinhas), ovinos e bovinos. “Estamos conseguindo conviver bem em questão da água para nós e para os animais”, afirma a agricultora.


Com as primeiras chuvas do início da quadra invernosa no Ceará a cisterna-calçadão já encheu. “A cisterna grande já encheu, já a de água para beber eu ainda não coloquei o cano para encher, pois estou esperando passar mais algumas chuvas para lavar as telhas. Ela também enche rapidinho!” aponta Luíza Peres. 


 


 


Texto retirado da publicação Candeeiro realizada pela Fetraece em parceria da ASA e MDS


 


 


 


 


 


Assessoria de Comunicação da Fetraece – Jornalista Janes P. Souza